quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mito Hindu

Há muito tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque - segundo narram os sábios - nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão. Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se á conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingir a divina meta.

"Na noite do Brama (a essência de todas as coisas, a realidade absoluta, infinita e incompreensível), a Natureza é inerte e não pode dançar até que Shiva assim o deseje. O deus se alça de seu estupor e, através de sua dança, envia ondas pulsando com o som do despertar, e a matéria também dança, aparecendo gloriosamente à sua volta. Dançando, Ele sustenta seus infinitos fenômenos, e, quando o tempo se esgota, ainda dançando, Ele destrói todas as formas e nomes por meio do fogo e se põe de novo a descansar’’

Índios Hopi, dos Estados Unidos - como surgiu o universo?

Nesse mito existem duas personagens principais, Taiowa (o Criador, representando o Ser) e Tokpela (o espaço infinito, representando o Não-Ser).

O primeiro mundo foi Tokpela. Mas antes, se diz, existia apenas o Criador, Taiowa. Todo o resto era espaço infinito. Não existia um começo ou um fim, o tempo não existia, tampouco formas materiais ou vida. Simplesmente um vazio incomensurável, com seu princípio e fim, tempo, formas e vida existindo na mente de Taiowa, o Criador. Então Ele, o infinito, concebeu o finito: primeiro Ele criou Sotuknang, dizendo-lhe: “Eu o criei, o primeiro poder e instrumento em forma humana. Eu sou seu tio. Vá adiante e perfile os vários universos em ordem, para que eles possam trabalhar juntos, de acordo com meu plano”. Sotuknang seguiu as instruções de Taiowa; do espaço infinito ele conjurou o que se manifestaria como substância sólida, e começou a moldar as formas concretas do mundo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma realidade - várias interpretações


A palavra Cosmogonia vem do grego κοσμογονία; κόσμος "universo" e -γονία "nascimento". É o termo que abrange todas as teorias das origens do universo, sendo elas religiosas, científicas ou mitológicas. São nos mitos onde encontramos os tesouros das cosmogonias, há uma grande variedade de explicações para a origem do universo, cada uma delas ligada a uma crença e uma visão de mundo específica. A explicação mítica do mundo cria uma forma única de olhar para a realidade.
Dependendo do mito que partimos, podemos nos ver como homens que repetem as ações dos deuses, ou então, podemos nos entender como filhos do próprio deus, seres feitos a imagem e semelhança do criador. Em outras cosmogonias, a Terra não passa de uma cabeça que está apodrecendo, nós homens e mulheres, somos os vermes que nos alimentamos dessa putrificação. Nas próximas postagens, compartilharei com vocês algumas cosmogonias, outros modos de objetivarmos a realidade. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Em relação a ultima postagem. Se não podemos obter uma resposta satisfatória racionalmente sobre a origem do tudo. Então, talvez seja o caso de apelarmos para os paradoxos e beleza infinita dos versos de quem pensa com o coração.



No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
(Cecília Meireles)

“Vejam. Tudo começa no mistério do ‘Sem-Fim’. 
  E termina na ‘asa de uma borboleta’, no jardim”. 
                                                  (Rubem Alves).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Palavras meio ditas

- O que aconteceu no início?
- No início era o nada.
- Mas onde o nada estava?
- O nada, SENDO o nada, não precisa ESTAR em lugar algum.
- Mas se ele não ESTÁ em lugar algum como pode ele SER alguma coisa, mesmo o nada?
- Nesse caso, ele (o nada) apenas é.
- Então o nada É, e se ele É algo isso significa que entre as coisas que o SER pode SER, também SE é o nada?
- Sim.
- Se é assim, então “É (o Ser) é nada e o nada também É (existe)”.
- Nesse caso sua pergunta não existiu.
- Então, o que aconteceu antes do nada?

- Inacessível a consciência.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Universo simbólico

“Grandes mentes discutem idéias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas.” 
Eleanor Roosevelt


Muitas vezes citei essa frase, um professor me disse que era de Albert Einstein, como essa informação veio de uma autoridade nunca a questionei, até hoje. Lendo uns blogs por aí... descobri que o crédito da frase é da esposa do Mr. Roosevelt, mulher genial, com certeza a frente de seu tempo. Sugiro o filme, Tuskegee Airmen para aqueles que quiserem saber mais sobre a genialidade de Eleanor Roosevelt.

Em relação ao conteúdo da frase, acredito que também a interpretava erroneamente, pois concordava com ela. Filosoficamente dizendo, partindo de uma postura idealista, tanto os eventos como as pessoas, ou coisas, ou seja lá o que for, são ideias. O homem vive num mundo de ideias, constrói um universo simbólico para morar. Tudo o que apreendemos do mundo, o fazemos em forma de ideia, através da linguagem. A árvore que vejo, não é uma árvore apenas, é a ideia de árvore que construo em minha consciência, partindo da sensação de ver uma árvore. Dessa forma, ao invés de lidar com as próprias coisas o homem está, conversando constantemente consigo mesmo, através dos pensamentos em sua cabeça.

Pra finalizar, um pensamento vindo da cabeça de Epíteto: "O que pertuba e assusta o homem, não são as coisas, mas suas opiniões e fantasias sobre as coisas." 

Por isso eu digo, todas as mentes tratam de ideias, discutem ideias, sejam ideias de coisas, ideias de pessoas, ou ideias de outras ideias, alguns, acreditem, pensam pensamentos. Logo concluo: se todas as mentes discutem ideias, então, todos temos grandes mentes!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


De agora em diante, só pensarei. 
Não vou escrever uma linha,
Pois quando escrevo
Os outros entram no meu pensamento
e tem a pretensão de discutir
Minhas ideias.
O EGOÍSTA

Pensar é algo solitário, individual.
Escrever já o deixa de ser, 
Uma vez que as linhas 
Vão recebendo os pensamentos
em formas de palavras,
E as palavras, todas elas, ao nascerem
só tem um objetivo,
atingirem outros olhos.
O ALTRUÍSTA